RESUMO - ANTONIO GRAMSCI
NOME : Camila Cristiane Oliveira
Escola/Tradição: Marxismo, Marxismo ocidental, Bolchevismo
Data de nascimento: 22 de Janeiro de 1.891
Local: Ales, Sardenha, Itália
Data de falecimento: 27 de Abril de 1.937 (46 anos)
Local: Roma, Lácio, Itália
Influências : Alighieri, Bergson, Croce, Engels, Hegel, Labriola, Lenin, Luxemburgo, Maquiavel, Marx, Mosca, Pareto, Sorel, Vico Influências: Althusser, Anderson, Aricó, Arrighi, Bauman, Berman, Bobbio, Bourdieu, Butler, Castoriadis, Coutinho, Eco, Eagleton, Fernandes, Freire, Garaudy, Hall, Hardt, Harvey, Hobsbawm, Konder, Laclau, Losurdo, Mariátegui, Mouffe, Negri, Pasolini, Portantiero, Poulantzas, Said, Vianna, Žižek, Wallerstein, West, Williams
RESUMO :
Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20, co-fundador do Partido Comunista Italiano. Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento.
No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim. Gramsci frequentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1.913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália.
Em 1.919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1.921, junto com Amadeo Bordiga.
Amadeo Bordiga na imagem
Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1.932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos. Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e análise durante a prisão. Conhecidas como "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere", contêm seu traço do nacionalismo italiano e algumas idéias da teoria crítica e educacional. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, em torno de conceitos originais e códigos.
Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas. Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola. Gramsci promoveu o casamento das idéias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder. Para Gramsci, mais ainda do que para Maquiavel, os fins justificam os meios e qualquer ato só pode ser julgado a partir de sua utilidade para a revolução comunista.
Símbolo do comunismo na imagem
Gramsci é considerado um dos principais formuladores comunistas, o mesmo foi um Marxista que tinha com sua influência os ideais de Marx (Karl Marx foi um filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista.) e as promoveu; Gramsci foi um revolucionário profissional desde 1.916 até sua morte. Durante todo este período insistiu sempre na necessidade de uma transformação revolucionária da sociedade através da derrota do Estado capitalista.
Como dito, Gramsci foi preso e durante esse tempo ele escreveu muito, era sua forma de ''botar para fora'' todo seu ideal que era feito em sua mente, nesse período ele escreveu os ''Cadernos do Cárcere'', eles são um conjunto de 29 cadernos de tipo escolar escritos por ele no período em que esteve prisioneiro na Itália, entre 1926 e 1937. O líder estalinista do PCI, Palmiro Togliatti, tinha em suas mãos os ''Cadernos do Cárcere''. Togliatti não deixou que fossem publicados durante dez anos.
Quando os cadernos finalmente começaram a aparecer em 1.947 foi de forma censurada. Salvatore Secchi mostrou as formas que tomou esta censura:
Apagar as referências a vários marxistas – Bordiga, Trotsky, inclusive Rosa Luxemburgo – que eram apresentados como “fascistas” por Togliatti naquela época;
Ocultar o fato de que Gramsci havia rompido com a linha política do PCI em 1.931; Apresentar a vida privada de Gramsci como se estivesse baseada em um casamento perfeito, “um mito útil para fazer-se acreditar, com base em um exemplo concreto, na lealdade comunista em relação à família nuclear, um instrumento da política de colaboração com os Católicos que o PCI adotou no período pós-guerra”;
Eliminar o fato de que Gramsci havia tentado sistematicamente obter os livros que lhe dariam acesso ao pensamento de Trotsky depois de sua expulsão da Rússia em 1.929. O objetivo de tais distorções era o de apresentar Gramsci como o estalinista leal por excelência.
Gramsci se deu por vencido em suas tentativas de discutir com outros prisioneiros comunistas porque alguns deles, seguindo fielmente Togliatti, acusaram-no de ser um “social-democrata” (nessa época a linha da Comintern e dos PCs estalinistas descartava qualquer colaboração com reformistas porque os consideravam “social-fascistas”). Uma das últimas afirmações políticas de Gramsci a amigos seus antes de morrer expressavam sua descrença nas provas apresentadas contra Zinoviev nos processos de Moscou. Enquanto isso, Togliatti estava em Moscou apoiando os processos.
Depois da morte de Gramsci, Togliatti tentou apresentar-se como seu grande confidente político durante sua vida. Não obstante, ainda que houvessem trabalhado juntos entre 1.919 e 1.920, e entre 1.925 e 1.926, frequentemente estiveram distantes acerca de questões relacionadas com a estratégia e tática revolucionárias durante esses anos de intervenção política. E não houve nenhum contato entre eles depois do encarceramento de Gramsci em 1.926.
A morte de Antônio foi conseqüência de anos de maus-tratos nas prisões de Mussolini.



Comentários
Postar um comentário